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Wednesday, February 20, 2019
Geraldes Lino R.I.P.
A dada altura, em Alec: How to be an Artist, o trabalho autobiográfico de Eddie Campbell, surge alguém que é denominado como the man at the crossroads - um divulgador, militante e entusiasta dos comics que conhece toda a gente do meio... imagino que cada país tenha alguém assim. Em Portugal, Geraldes Lino era o man at the crossroads. A sua importância no panorâma da BD nacional não pode ser resumida numa meia-dúzia de linhas. Trata-se de alguém insubstituível, não só pelo seu contributo intelectual mas também pela animação, amabilidade e simpatia que trazia ao tecido social da BD.
Soube hoje que Geraldes Lino morreu. Conheci-o, por acaso, numa loja de comics. Lembro-me de vê-lo a contar uma anedota picante ao dono do estabelecimento. Era um homem simpático, meteu conversa comigo e ficou a saber do meu gosto pela BD e pelo desenho. Deu-me logo o seu contacto e convidou-me para ir à Tertúlia BD de Lisboa. Infelizmente, na altura, não fui.
Mais tarde, quando me encontrava a desenvolver a minha tese de mestrado acerca da relação entre fanzine de BD e literacia visual, lembrei-me que tinha o seu contacto. Enchi-me de coragem, liguei-lhe e convidei-o a visitar a escola onde me encontrava colocado para fazer uma apresentação acerca de fanzines. Apesar de mal me conhecer, aceitou logo o desafio. Depois disso, acabei por ir várias vezes aos jantares da Tertúlia e fomo-nos cruzando noutros eventos de BD. Com o seu habitual entusiasmo, foi-me convidando para colaborar em alguns dos seus fanzines, o que aceitei sempre com muito gosto. Estive com ele pela última vez precisamente num desses jantares da Tertúlia, há poucos meses. Apesar da sua idade, não imaginei que seria a última vez que o iria ver..
Tratou-me como sempre o vi tratar todos com quem se relacionava no mundo da BD, com gentileza, generosidade e entusiasmo. Tinha sempre um sorriso e uma palavra amiga para dar. Estou grato por tê-lo conhecido. Gostaria de tê-lo conhecido melhor.
Deixo aqui os meus sentimentos para os seus familiares e amigos.
Labels: BD, comics, Geraldes Lino, Tertúlia BD de Lisboa



















































